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Coeficiente de Mortalidade Geral e por Causas

No RS as doenças do aparelho circulatório são a principal causa da mortalidade geral

O Coeficiente de Mortalidade Geral é uma das medidas mais utilizadas em saúde pública e expressa a relação entre o total de óbitos de um determinado local pela população exposta ao risco de morrer. Apesar de não ser considerado um bom indicador, possibilita comparações temporais e entre diferentes unidades geográficas¹.

O Brasil apresentou importantes mudanças nos quadros de morbidade e mortalidade nos últimos 40 anos, passando de um perfil onde havia a prevalência de problemas típicos de uma população predominantemente jovem para um perfil no qual as notificações de enfermidades crônicas são crescentes, mais próprias de uma população com predomínio das faixas etárias mais avançadas. Segundo a SES RS, essas mudanças se fizeram sentir no Rio Grande do Sul de forma mais acentuada, uma vez que a proporção de idosos sempre foi superior a média brasileira. Vários fatores colaboram para isto: maior expectativa de vida entre as unidades da Federação, queda contínua da mortalidade infantil e da natalidade, melhoria das condições sanitárias e de urbanização, ampla cobertura vacinal e prevenção de doenças por maior acesso aos serviços de saúde. Deste conjunto de fatores resultam uma mais elevada prevalência de fatores de risco, com taxas de morbi-mortalidade e custos crescentes de assistência à saúde decorrente, principalmente, de doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças respiratórias crônicas e de causas externas, entre outras.

No Rio Grande do Sul, atualmente, os grupos de causas principais da mortalidade geral para ambos os sexos são: as doenças do aparelho circulatório (30%); neoplasias ou tumores (21,27%); doenças do aparelho respiratório (11,76%); causas externas de morbidade e mortalidade (9,19%); doenças do aparelho digestivo (4,76%); doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (5,50%) e algumas doenças infecciosas e parasitárias (4,25%). E, entre as 10 categorias de doenças que mais levam ao óbito estão: o infarto agudo do miocárdio; outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas; a neoplasia maligna dos brônquios e dos pulmões; o Diabetes Mellitus; o Acidente Vascular Cerebral; a pneumonia; a insuficiência cardíaca; as causas desconhecidas de morte sem assistência médica; a doença isquêmica do coração e as outras doenças cerebrovasculares.

Considerando a evolução dos grupos de causas principais, é importante ressaltar a tendência de queda na categoria das doenças do aparelho circulatório a partir de 1990, embora permaneça com os maiores índices entre as demais. Também é importante ressaltar o aumento continuado da categoria de neoplasias desde 1970. De outro lado, a diminuição da participação das causas mal definidas aponta para uma melhora qualitativa dos registros de mortalidade.

Quanto à distribuição do Coeficiente de Mortalidade Geral entre os municípios, chama atenção a relativa concentração dos índices acima da média do Estado, de 7,4 óbitos por 1.000 habitantes em 2013, entre os municípios situados na porção central e sul do mesmo.

¹ Segundo a SES RS, a qualidade do dado gerado para análise da mortalidade é instrumento valioso de vigilância epidemiológica e para o planejamento de ações e monitoramento da sua eficácia. O Sistema de mortalidade da SES RS codifica todas as Declarações de Óbito segundo as regras da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – CID10, atual, CID10BR. Assim, quanto menor a porcentagem de mortes notificadas por causas mal-definidas melhor a qualidade da informação de mortalidade. (In: SES RS. A saúde da população do Estado do Rio Grande do Sul 2005. Porto Alegre, CEVS, 2006. 181 p.)

 

Evolução da mortalidade geral por grupos de causas principais no RS - 1970-2010 (%)
graf coef mortalidade geral causas 2010 rs


Fonte: SES. DAS - Estatísticas de Saúde 2010

Principais causas da mortalidade geral para ambos os sexos no RS 2010 (%)
graf principais causas mortalidade geral 2010 rs

Fonte: SES. DAS - Estatísticas de Saúde 2010

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