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Sábado, 25 de Fevereiro de 2017, 10:48
 
Infraestrutura

Fontes alternativas de energia

 

A partir do ano de 2000 iniciou-se no Rio Grande do Sul a utilização de fontes alternativas de geração de energia elétrica como as pequenas centrais hidrelétricas, eólica e solar. Essas se destinavam principalmente ao fornecimento de energia elétrica para iluminação, bombeamento de água e refrigeração para comunidades isoladas em áreas rurais. Desde então, a utilização de fontes alternativas vem  aumentando de participação na matriz energética gaúcha, acompanhando uma tendência mundial. Em 2006, foram inaugurados os primeiros Parques Eólicos no Estado, na região de Osório, com 75 aerogeradores com potência de 2MW cada; ampliando a escala de utilização de geração da energia eólica e, conseqüentemente, o seu consumo. Estes parques formam atualmente o maior parque eólico da América Latina em operação com potência instalada de 250 MW. Encontram-se também em operação no Estado outros 4 Parques Eólicos, além de um conjunto de 40 Usinas já aprovadas para construção nos próximos anos.

Não menos importante é também a utilização de gás natural como fonte de energia no Rio Grande do Sul. Iniciada no ano de 2000 a oferta de gás natural tem oscilado mas já encontra-se incorporada à matriz energética do Estado a partir da instalação dos ramais de gasodutos que abastecem a RMPA e Caxias do Sul e seu entorno. Em 2011 foram consumidos no Rio Grande do Sul 652 milhões de m³, representando uma oferta média de 1,8 milhões de m³/dia. Somente a demanda para o abastecimento do setor energético, consumidores residenciais, comerciais, industriais e de postos de Gás Natural Veicular (GNV), foi de 570,61 milhões de m³ em 2011. O gás natural distribuído no RS provém, em sua maioria, da Bolívia e chega ao Rio Grande do Sul através do Gasoduto Bolívia-Brasil - Gasbol. A exceção fica com o município de Uruguaiana, abastecido com gás argentino, transportado pelo gasoduto da TBG até a Termelétrica da AES.

O Estado conta também com usinas termelétricas à biomassa e outras unidades em estudo que aproveitam os resíduos de madeira, casca de arroz e a primeira unidade de geração de energia a partir de álcool e derivados da cana-de-açúcar. O aproveitamento desses materiais, além de auxiliar na resolução de problemas ambientais, permite, por exemplo, no caso da casca de arroz, a geração de subproduto na forma de sílica que é reutilizada como matéria-prima para a fabricação de componentes eletrônicos, cerâmicas e vidro. A produção de biodiesel¹ no Rio Grande do Sul teve início somente em meados de 2007, e foi responsável neste ano por 10,61% da produção nacional. Em 2011, alcançou  862.110m³/ano, correspondendo a 32% da produção total brasileira. A principal matéria-prima utilizada para a produção do biodiesel nacional e do Rio Grande do Sul é a soja.

¹O Biodiesel ou “Biodiesel – B100” é derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna ou, conforme regulamento, para outro tipo de geração de energia que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil. Entre janeiro e junho de 2008, passou a ser exigida a comercialização da mistura B2 e, em julho de 2008, da mistura B3 (3% de biodiesel e 97% de óleo diesel). Com esta medida, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o país deixou de importar 1,1 bilhões de litros de diesel, o que representou uma economia de US$ 976 milhões.   



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Em 2011 o RS alcançou 32% da produção total brasileira de Biodisel.


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