Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

Fontes alternativas de energia

Em 2011 o RS alcançou 32% da produção total brasileira de Biodisel

A partir do ano de 2000 iniciou-se no Rio Grande do Sul a utilização de fontes alternativas de geração de energia elétrica como as pequenas centrais hidrelétricas, eólica e solar. Essas se destinavam-se principalmente ao fornecimento de energia elétrica para iluminação, bombeamento de água e refrigeração para comunidades isoladas em áreas rurais. Desde então, a utilização de fontes alternativas vem  aumentando a participação na matriz energética gaúcha, acompanhando a tendência mundial. Em 2006, foi inaugurado o primeiro Parque Eólico do Estado, no município de Osório, com 75 aerogeradores com potência de 2MW cada. Este parque formou o maior parque eólico da América Latina em operação com potência instalada de 250 MW. Encontram-se também em operação no Estado outros Parques Eólicos, além de um conjunto de 40 Usinas já aprovadas para construção nos próximos anos*.

O gás natural é também utilizado como fonte de energia no Rio Grande do Sul. Iniciada no ano de 2000 a oferta de gás natural tem oscilado, mas encontra-se incorporada à matriz energética do Estado a partir da instalação dos ramais de gasodutos no nordeste do Estado que abastecem principalmente os municípios do eixo Porto Alegre - Caxias do Sul. O gás natural distribuído no RS provém, em sua maioria, da Bolívia e chega ao Rio Grande do Sul através do Gasoduto Bolívia-Brasil - Gasbol. A exceção fica com o município de Uruguaiana, abastecido com gás argentino, transportado pelo gasoduto da TBG até a Termelétrica da AES. Em 2011 foram consumidos no Rio Grande do Sul 652 milhões de m³, representando uma oferta média de 1,8 milhões de m³/dia. Somente a demanda para o abastecimento do setor energético, consumidores residenciais, comerciais, industriais e de postos de Gás Natural Veicular (GNV), foi de 570,61 milhões de m³ em 2011. 

O Estado conta com usinas termelétricas à biomassa que aproveitam os resíduos de madeira e casca de arroz e também com a primeira unidade de geração de energia a partir de álcool e derivados da cana-de-açúcar. O aproveitamento desses materiais, além de auxiliar na resolução de problemas ambientais, permite, por exemplo, no caso da casca de arroz, a geração de subproduto na forma de sílica que é reutilizada como matéria-prima para a fabricação de componentes eletrônicos, cerâmicas e vidro. A produção de biodiesel** no Rio Grande do Sul teve início somente em meados de 2007 e foi responsável, neste ano, por 10,61% da produção nacional. Em 2011, alcançou  862.110 m³/ano, correspondendo a 32% da produção total brasileira. A principal matéria-prima utilizada para a produção do biodiesel nacional e do Rio Grande do Sul é a soja.

*ANEEL/Banco de Informações de Geração 2014

**O Biodiesel ou “Biodiesel – B100” é derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna ou, conforme regulamento, para outro tipo de geração de energia que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil. Entre janeiro e junho de 2008, passou a ser exigida a comercialização da mistura B2 e, em julho de 2008, da mistura B3 (3% de biodiesel e 97% de óleo diesel). Com esta medida, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o país deixou de importar 1,1 bilhões de litros de diesel, o que representou uma economia de US$ 976 milhões. 

Arquivos para download

Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul