Governo do Estado do Rio Grande do Sul
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Ocorrências Minerais

O Estado do Rio Grande do Sul apresenta variada configuração geológica, apresentando rochas que registram boa parte da história do planeta, com idades que vão de cerca de 2 bilhões a 500 milhões de anos, agrupadas no chamado Escudo Sul-Rio-grandense, que é a área que possui a maior presença de ocorrências de minerais com importância econômica. Na Depressão Periférica estão depositadas as rochas sedimentares do Carbonífero e Triássico (300-200 milhões de anos), que constituíram os grandes depósitos carboníferos gaúchos. No planalto basáltico, resultado de derrames fissurais de lava ocorridas no Cretáceo, a riqueza mineralógica não é tão grande, com exceção das áreas de presença de gemas como ametistas e ágatas. Na região litorânea estabeleceram-se os sedimentos mais recentes, que formam a Planície Costeira. 

O Estado é produtor e exportador de pedras preciosas e ornamentais, destacando-se a ametista e a ágata, que têm qualidade gemológica superior e grande aceitação internacional. As rochas ornamentais (granitos e mármores) da mesma forma têm apresentado um aumento em sua demanda, com a produção concentrando-se no centro-sul do Estado. 

O carvão constitui o principal bem mineral, com recursos totais da ordem de 28 bilhões de toneladas, que correspondem a 88% dos recursos de carvão do país. Atualmente, as maiores perspectivas para seu uso estão na geração termoelétrica e na extração de frações de carvão coqueificável para uso metalúrgico. O Rio Grande do Sul é, juntamente com Santa Catarina, o maior produtor de carvão mineral do Brasil, estando a produção anual em torno de 3,4 milhões de toneladas. Na região da Campanha, onde estão localizadas as maiores jazidas, as pesquisas realizadas para o aproveitamento da argila que ocorre junto a estas jazidas, mostraram um grande potencial de utilização econômica para fabricação de cerâmica.

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