Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

Coeficiente de Mortalidade Infantil

O coeficiente de mortalidade infantil é utilizado por todos os países como um dos mais sensíveis indicadores de saúde, pois a morte de crianças menores de um ano é influenciada direta ou indiretamente por condições de história e idade materna, consangüinidade, procedimentos perinatais, condições e tipo de parto, pré-natal, prematuridade, baixo peso ao nascer, más formações congênitas, mães portadoras de doenças infecto-contagiosas, condições sócioeconômicas, entre outros fatores de risco. Reflete a qualidade dos cuidados pré e pós-natal das crianças, além de demonstrar a eficácia das políticas públicas em relação às ações de prevenção com a saúde materna.

O último Relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância - UNICEF aponta para uma melhora global do indicador nos últimos 20 anos em praticamente todos os países, com destaque para o Brasil, que promoveu uma redução maior do que a média global. No entanto, o indicador do Brasil ainda é considerado alto pelo relatório. Atualmente a Taxa de Mortalidade Infantil brasileira encontra-se em 14,4 óbitos por 1.000 n.v., segundo o DATASUS. Taxa elevada se comparada com países como Cuba com 4,6 óbitos por 1.000 n.v e Canadá com 5 óbitos por 1.000 n. v., por exemplo, os quais apresentam os melhores índices das Américas.

Entre as unidades da federação, o Rio Grande do Sul apresenta o segundo menor Coeficiente de Mortalidade Infantil do Brasil, estando a primeira posição com o estado de Santa Catarina. De acordo com a Rede Intergerencial de Informações para a Saúde (RIPSA), o RS registrou em 2013, 10,7 óbitos por 1.000 n.v. Considerando a última década, pode-se afirmar que o Estado registrou uma queda bastante significativa na mortalidade infantil, pois registrava 15,1 óbitos por 1.000 n.v no ano 2000. Os dois componentes principais: a mortalidade neonatal (de 0 a 28 dias) e a pós-neonatal ou infantil tardia (de 28 a 364 dias), passaram respectivamente, de 9,5 em 2000 para 7,1 em 2013 e de 5,6 em 2000 para 3,6 em 2013.

Entre os municípios, os dados demonstram que, mesmo tendo aumentado o número de municípios com coeficientes mais baixos, ainda persiste um número significativo de municípios com coeficientes acima da média do Estado. Em 2013, 179 municípios do RS – 36% do total apresentaram Coeficiente de Mortalidade Infantil superiores à média do Estado. Deve-se ressaltar ainda, que a grande maioria dos municípios que apresentaram coeficientes de mortalidade infantil muito elevados são municípios com população e número de nascimentos muito baixos sendo, portanto, onde os casos de morte repercutem com mais intensidade nas taxas de mortalidade.

A sensível diminuição da mortalidade infantil ocorrida no Estado nas últimas décadas não se manifesta de forma uniforme no território. Considerando os COREDEs e as Coordenadorias Regionais de Saúde - CRS , pode-se notar que a maior parte dos municípios com CMI acima da média do Estado encontram-se mais ao sul do Estado.

Evolução do Coeficiente de Mortalidade Infantil, neonatal e pós-neonatal no RS 1970 - 2013 (óbitos/1.000 n.v.)
graf evolucao mortal 2013

Fonte: SES RS/ Estatísticas de Saúde - Mortalidade

20 municípios com maior e menor Coeficiente de Mortalidade Infantil entre os municípios com mais de 20.000 habitantes no RS em 2
tab coef mort infantil 2011 20 mun rs

Fonte: SES RS/NIS e IBGE/Censo Demográfico 2010

* População 2010
Nota: CMI=Coeficiente de Mortalidade Infantil (óbitos/1.000 nascidos vivos)

Arquivos para download

Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul