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Rede e Hierarquia Urbana

A região de influência de Porto Alegre abrange cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina

 rede urbana apresentada neste item é resultado de um estudorealizado pelo IBGE para o todo o território nacional* . Neste estudo estabeleceu-se, primeiramente, uma classificação dos centro urbanos, e depois, uma delimitação das suas áreas de atuação, privilegiando a função de gestão do território.

Para a identificação e hierarquização dos núcleos de gestão do território foram avaliados primeiramente níveis de centralidade administrativa, jurídica e econômica, além de estudos complementares, enfocando diferentes equipamentos e serviços - atividades de comércio e serviços e, atividade financeira, ensino superior, serviços de saúde, internet, redes de televisão aberta, e transporte aéreo. Em uma segunda etapa foram investigadas ligações entre cidades, para estabelecer  as áreas de influência dos centros e estabelecer a  articulação das redes no território. E, por fim,  se hierarquizou os centros urbanos levando em consideração a classificação dos centros de gestão do território, a intensidade de relacionamentos e a dimensão da região de influência de cada centro.

As cidades brasileiras foram classificadas em cinco grandes níveis e estes subdivididos em dois ou três subníveis:

1. Metrópoles - centros urbanos que caracterizam-se por seu grande porte e por fortes relacionamentos entre si, além de, em geral, possuírem extensa área de influência direta. Possui três sub-níveis: Grande metrópole nacional, Metrópole nacional e Metrópole.

 2. Capital regional - centros que se relacionam com o estrato superior da rede urbana. Possuem capacidade de gestão no nível imediatamente inferior ao das metrópoles, tem área de influência de âmbito regional, sendo referidas como destino, para um conjunto de atividades, por grande número de municípios. Possui também três subdivisões: Capital Regional A, Capital regional B e Capital regional C.

 3. Centro sub-regional - centros com atividades de gestão menos complexas; têm área de atuação mais reduzida e seus relacionamentos com centros externos à sua própria rede dão-se, em geral, apenas com as Metrópoles nacionais. Subdivididos em dois grupos: Centro sub-regional A e Centro sub-regional B.

 4. Centro de zona - cidades de menor porte e com atuação restrita à sua área imediata; exercem funções de gestão elementares. Estão subdivididos em Centro de zona A e Centro de zona B.

 5. Centro local - cidades cuja centralidade e atuação não extrapolam os limites do seu município, servindo apenas aos seus habitantes, tem população dominantemente inferior a 10 mil habitantes.

No Rio Grande do Sul a capital representa o mais alto nível nesta classificação. A rede urbana de Porto Alegre abrange os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, dividindo a área de Florianópolis com Curitiba. Compõem a rede a Capital regional A de Florianópolis; as Capitais regionais B de Caxias do Sul, Passo Fundo, e Santa Maria; as Capitais regionais C de Ijuí, Novo Hamburgo–São Leopoldo, Pelotas–Rio Grande e Criciúma; os Centros sub-regionais A de Bento Gonçalves, Erechim, Santo Ângelo, Bagé, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Santa Rosa, Uruguaiana, Rio do Sul, Caçador, Itajaí, Joaçaba, Lages e Tubarão; e os Centros subregionais B de Carazinho, Frederico Westphalen, Cruz Alta, Balneário Camboriú, Brusque, Concórdia, São Miguel do Oeste, Xanxerê, Araranguá, Videira e Balneário Camboriú.

 

* IBGE - Regiões de Influência das Cidades - REGIC 2007

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